domingo, agosto 19, 2012

VENCEDORES DO PROJETO MEU PAI É DEZ

O projeto meu pai é dez, que teve como objetivo incentivar os alunos da Escola Maria Aurora do Nascimento à produção de poesias com a temática meu pai é dez, foi concluído com sucesso total. Veja abaixo as poesias vencedoras.

PAPAI AMADO

Papai,
Você sabe!
Como é que é a nossa vida,
A nossa vida feliz,
Entre nós dois...

Papai,
Você é tão grande!
Grande, como o meu coração,
Eu sei que lutas por mim...

Papai,
Eu sei o que você já fez
Tudo, pelos meus ‘sonhos’...

Tiago Gabriel da Silva Santos
Aluno do CBA I -  turma A
Profª. Cleusa

PAPAI, HOJE É O SEU DIA

Papai, hoje é o teu dia
Queremos comemorar
Todos juntos com carinho
Vamos homenagear

Comprei um lindo presente
Com amor para lhe ofertar
Neste dia especial
Mil beijos quero lhe dar

O Mundo todo neste dia
Contente deve estar
Porque é uma data especial
Que no coração de todos sempre vai ficar

Muito obrigado papai querido!
Pelo amor e dedicação
Pelo companheirismo que me deste
E pela superproteção

Te amo muito muito muito!
No meu coração sempre vai estar
Por fazer parte de minha vida
Minha gratidão quero lhe ofertar!!!

Julia
Aluna do CBA III A
Profª. Gisele

PAI

Você mudou meu jeito de pensar
Você mudou meu jeito de agir
Hoje você está comigo 24 horas
E ainda assim, é muito pouco...

Você plantou em mim a semente da felicidade...

Às vezes quando faço alguma coisa de errado
Você fica bravo
Mas aí eu converso com calma
E você fica melhor...

Hoje é o seu dia...
Feliz dia dos pais...

Dyéssika
Aluna do 4º ano A
Profª. Andreia



PAPAI, TE AMO!

Pai, nunca vou te esquecer
Meu amigo, meu herói
Quando eu estava chorando
Chorava comigo também

Papai, você é meu xodó
Meu amigão e meu ‘professor’

Minha mãe é a rainha da casa
E você é meu rei carinhoso
Nunca, papai, se esqueça
Você é meu melhor amigo,
Você é tudo

Papai, no dia em que eu nasci
Você ‘pirou’ de alegria!
E eu não sabia
Mas você, pai, já me amava
No seu coração

Pai, de tudo o senhor trabalhou,
Se arrumou,
Só pra me ver nascer
Agora, quero te dizer...
Te amo papai!!

Maria Vitória
Aluna do 4º ano B
Profª. Andreia

DEUS ABENÇÕE MEU PAI

Pai, lembrei que, quando cai do balanço
E machuquei meu joelho
Você veio, me deu um beijo
E a dor acabou

Pai, lembrei que, quando fugi de casa
E me escondi na casinha do cachorro
Com medo de você,
Você me pegou no colo e me beijou
Naquele dia, o senhor disse que ia morrer
Se ficasse sem mim

Agradeço a você papai
Por tudo o que tem feito por mim
Que Deus te abençoe sempre.

Ana Claudia
Aluna do 5º ano A
Profª. Gisele

PAI

Pai é alegria, amor e compaixão,
Pai é muito especial
E traz muito amor para o nosso coração

O amor de um pai é muito especial...
A família traz alegria
E o pai, para nós, sempre faz coisas especiais.

É o pai é você que me dá brinquedos
E me leva para passear
Por isso, pai
Custe o que custar, sempre vou te amar
Mesmo que você mude de cidade, pai,
Contigo meu coração sempre vai estar
 
Karolayne
Aluna do 5º ano B
Profª.

MEU PAI É MIL

Pai é aquele que cria                                         
Pai é aquele que informa
Pai é aquele que guia
Pai é aquele que transforma

Pai pode ser adotivo
Pai pode ser de criação
Pai pode ser emotivo
Ou até da sua imaginação

Mei pai não é dez
Meu pai é mil
Meu pai é o primeiro da vez
É o melhor do Brasil

Pai é aquele que nos ajuda a viver
Pai é aquele que nos ensina a amar
Pai é aquele que nos ajuda a vencer
Pai é aquele que nos faz motivar

Beatriz de Lourdes dos Santos Turati
Aluna do 6º ano A
Prof. Elisandro Félix de Lima



PAI, VOU PRA SEMPRE TE AMAR

Pai você é minha expiração
Você é meu amor
Você é minha paixão
Sem você, sinto solidão

Pai, quando estou sozinha, só penso em você
A tardezinha ou no amanhecer
Você é meu bem querer
Vou sempre amar você!

Nesse dia especial eu quero desejar a você
Que sejas feliz! Que seus sonhos se realizem!
Porque nunca vou te esquecer
Mesmo quando seu coração para de bater

Pai, eu te amo de montão
Pra mim, você é como um ursinho!
O ursinho pimpão
Que mora dentro do meu coração!!!

Ana Paula Ferreira
Aluna do 6º ano B
Prof. Elisandro Félix de Lima


PAI, UM PRESENTE DE DEUS
                                                               

Pai, você é um presente de Deus
Sempre está do meu lado
Em todos os momentos meus
É meu advogado.

Pai, você é um vencedor
E sempre me ajudou
Está comigo na angústia e na dor
E nos momentos difíceis me sustentou

Pai, você sempre me deu atenção
Me deu carinho, amor
Me deu paz e proteção
E juntos servimos ao Senhor

Pai, sem ti nada sou
Você é um presente enviado pelo Senhor
E aqui eu estou
Para declarar todo o meu amor.

Larissa Natiele de Oliveira
Aluna do 7º ano A
Prof. Elisandro Félix de Lima

FALANDO DE MEU PAI


De manhã meu pai vai trabalhar
Fico triste e esperando
De tardezinha sei que ele vai voltar
Quando chega já vem me abraçando

Meu pai é um amigão
Sempre posso contar com seu amor
Até as coisas do coração
Quando me faz sentir dor

Meu pai me dá ensino e correção
Pode tudo endireitar
Meu pai me ajuda e me dá orientação
Toda vez que vou deitar

Meu pai não é dez, é cem
Sempre está ao meu lado
Me tratando muito bem
Para mim, isto é sagrado.

Gilson da Silva Sá Filho
Aluno do 7º ano B
Prof. Elisandro Félix de Lima


PALAVRAS PARA MEU PAI

Pai...
Quando eu nasci, no seu colo eu deitei, dormi e sonhei
Com agrado ele me aconchegou
Agora que eu cresci, eu pensei...
Quantas noites de sono por mim ele deixou...

Tanta falta faz em mim e nele muito mais
O que de mim será se eu vier perdê-lo?
Outro dia foi e outro dia vai...
Aí eu penso...
O que de mim será se eu não puder mais vê-lo

Pai, não te amo apenas por amar,
Mas admiro demais, o que se pode ver,
Porque aprendi com o seu valor
E que ser é mais importante do que ter.

Harlley Coffler
Aluno do 8º ano A
Prof. Elisandro Félix de Lima

PAI, NÃO TARDAS!

Vem pai!
É tarde...
Vamos conversar
Não tardas!
Vem me acompanhar

Pai...
Não vá embora
A noite logo chegará...
É um novo dia
Que a vida nos dá.

Maycon
Aluno do 8º ano B
Profª. Maria das Vitórias

CONCEITO DE PAI

Quando falamos pai, pensamos em coisas abstratas ou concretas
Homens fortes, magrelos
Pessoas desligadas, espertas
De cabelos pretos ou amarelos

Tem gente que diz: “papai é tudo”
Tudo o quê? Vamos explicar
Pai não é descuido
Pai também é amor

Dar carinho para seu filho
E sua atenção chamar
Não precisa bater no filho
É só conversar

Às vezes, pai diz não
E o filho reclama
Mas o que o pai diz não é em vão
Se disse é para proteger, é porque ama!

Jenifer Kately Feitosa Perpétuo
Aluna do 9º ano A
Prof. Elisandro Félix de Lima

MEU PAIZINHO

Meu paizinho
Obrigado por toda sua atenção
Por todo seu carinho
Obrigado de coração

Se um dia eu errei
Não te tratei com a educação que tu mereceu
E se do seu lado eu faltei
Por favor, dá-me o perdão seu

Eu vou te amar sempre um tiquinho
Mais um tiquinho a cada segundo
Porque por você tenho tanto carinho
Apenas por você ser o melhor pai do mundo

Não se esquece meu pai
Que eu estou rezando por você
E do meu coração você nunca sai
Pelo menos enquanto eu viver

Ana Maria Daska Sousa Santos
Aluna do 9º ano B
Prof. Elisandro Félix de Lima

sábado, agosto 18, 2012

TABELA FONÉTICA CONSONANTAL

A tabela fonética consonantal, apresentada abaixo, segue fielmente os parâmetros da autora Thais Cristófaro Silva. Apenas, para melhor compreensão, foram incluídos exemplos de palavras. 


 Referência

SILVA, Thais Cristófaro. Fonética e Fonologia do Português. 10. ed. São Paulo: Contexto, 2012, p. 36-37.

quarta-feira, julho 18, 2012

HQs HISTÓRIAS EM QUADRINHOS 9º ANO ESCOLA MARIA AURORA - CACOAL-RO


HISTÓRIA EM QUADRINHO "A GIRAFA APAIXONADA"
autoria Prof. Elisandro Félix de Lima

Leia a história em quadrinho e descubra por quem a girafa se apaixonou. Clique na foto para obter a versão ampliada.

INDO À PRAIA
Ingrid, Amanada e Daniel


PROMESSAS DE POLÍTICOS
Ricardo, Pabloo e Kaio



AULA SOBRE O MEIO AMBIENTE
Patrícia, Kamila e Elisandro



UM ROMANCE DIFERENTE
Fabrícia, Elizandra, Jenifer e Nandara



                                                         A SEREIA E SEUS AMIGOS
Luiza, Aline de Oliveira e Aline Rossin


O CAVALO E O ESPANTALHO
Gustavo Fernandes e Alexandro





domingo, julho 15, 2012

USO DAS PALAVRAS HOMÔNIMAS E DAS PARÔNIMAS

Palavras homônimas são aquelas que possuem grafia ou pronúncia igual. 

Exemplos:

almoço (substantivo) - almoço (verbo) - grafia igual
sessão (reunião) - seção (divisão, corte) - cessão (ato de ceder) - pronúncia igual

Palavras parônimas são aquelas que possuem grafia e pronúncia parecidas.

Exemplos:

comprimento (extensão) - cumprimento (saudação)
despercebido (não notado) - desapercebido (despreparado)


Referência:

SACCONI, Luiz Antônio. Nossa Gramática Contemporânea: teoria e prática. São Paulo: Escala Educacional, 2006.

terça-feira, julho 03, 2012

ALGUMAS FÁBULAS

A QUEIXA DO PAVÃO
(adaptado de Esopo)


O Pavão veio queixar-se à deusa Juno. Queria saber por que razão o rouxinol havia de cantar melhor que ele.
- Não te preocupas - disse a deusa. - Tu não sabes cantar, é certo, mas tuas penas são tão formosas, cheias de olhos que parecem estrelas. Todos os animais invejam a tua beleza.
Porém ao pavão não restava consolo.
- Não me interessa a beleza, mais valera saber cantar - retrucou o pavão.
A que Juno retrucou irritada:
- Não podes querer ter de tudo. O rouxinol tem o canto, a águia tem a força e tu tens a formosura. Segura tua língua tola e contenta-se com tuas dádivas.
Moral: não discuta com a natureza.

Adaptado de Fábulas de Esopo. Tradução: Manuel Mendes da Vidigueira. São Paulo: Cultura, 1943.

O LEÃO E O RATO
(adaptado de Esopo)

Um rato foi passear sobre um leão adormecido. Quando este  acordou, pegou o rato. Já estava para devorá-lo quando o rato, em um gesto de desespero, pediu ao leão para que o deixasse ir embora:
- Se me poupares - disse o rato -, te serei útil.
E o leão,achando graça naquilo, soltou-o. Tempos depois o leão ficou preso em uma rede de caçadores. O rato ouviu seus rugidos de raiva, foi até lá, roeu as cordas e o libertou. E disse ao leão:
- Naquele dia zombaste de mim. Aprende então que até entre os ratos também se encontra gratidão.
Moral: uma boa ação ganha outra.

Adaptado de Esopo. Fábulas. Tradução: Antônio Carlos Vianna. Porto Alegre: L&PM, 2006.

O MENINO QUE GRITAVA LOBO!
(adaptado por Vivian French)
 
 Para começo de conversa, o menino gostava de cuidar de carneiros. Ele podia brincar o dia todo sem que ninguém o mandasse parar, ou que o mandasse ir dar comida às galinhas ou catar ovos ou cortar lenha. Ele tocava seu apito e dançava com os carneiros que saltitavam pela grama. Ele coçava a cabeça de seu cachorro e jogava gravetos para ele ir buscar. À noitinha, ele e seu cachorro guiavam o rebanho pelo morro para se encontrarem com os outros pastores. Então, deitavam-se juntos, ao lado da fogueira, para dormir.
Depois de um certo tempo, entretanto, o menino ficou entediado.
-Não vejo graça ficar aqui sozinho - ele resmungou. - Não tenho com quem falar. Ninguém liga para mim. Só o que esses carneiros fazem é mastigar, mastigar... - Ele tocou uma musiquinha triste na sua flauta. - Até mesmo os carneiros já estão crescidos demais para dançar. E não vejo nem sinal de uma raposa ou de um loboou de um grande urso marrom...
O menino parou e olhou para os carneiros que pastavam calmamente entre flores. Ele olhou para o seu cachorro que cochilava ao sol. Ele olhou para longe, para onde os outros pastores estavam sentados tranquilamente com seus rebanhos. Ele olhou para a pequena vila lá embaixo, no vale da montanha. Homens e mulheres e crianças moviam-se lentamente em seus afazeres.
- É tudo tão MONÓTONO - disse o menino. - Tão CHATO! - e de um salto, pôs-se de pé.
Os carneiros ergueram as cabeças. O cachorro abriu os olhos.
- LOOOOOOOOOOOOOOOBO! - Gritou o menino,o mais alto que pôde.
- LOOOOOOOOOOOOOOBO! - SOCORRO! SOCORRO! - e corria de um lado para o outro, em meio aos carneiros que também corriam para todo lado, apavorados.
- BEEEEEEEEEEÉ! - eles baliam. - BEEEEEEEEEÉ!
O cachorro latiu alto, e os pastores que estavam perto dali pegaram seus cajados e vieram correndo para ajudá-lo. Lá embaixo, na vila, todos largaram seus afazeres e correram morro acima.
- Onde está ele? - perguntaram. -Onde está o lobo? É grande? É feroz? Ele pegou algum carneiro?
O menino apoiou-se em seu cajado e disse:
- Eu o enxotei! Ele era enorme e cinzento e esfomeado, mas eu o enxotei!
Todos bateram palmas. Abraçaram o menino e fizeram muita festa. No dia seguinte, seu irmão mais velho veio ajudá-lo com o rebanho. Mas, depois, seu irmão voltou para a vila e o menino novamente só. Ele suspirou ao ver seu irmão descendo o morro.
- Isso foi divertido - ele falou.
O menino cuidou dos carneiros durante mais uma semana. Ele assobiava e atirava gravetos para seu cachorro pegar, mas não tinha vontade de brincar nem de dançar.
- É tão CHATO - ele falou, esfregando o nariz e pensando. - Hum - disse ele, olhando em volta. Havia pastores cuidando dos rebanhos, e o povo da vila trabalhando lá embaixo como sempre.
- LOOOOOOOOOOOOOOOBO! - gritou o menino, batendo palmas para espantar os carneiros que ficaram se empurrando e se trombando.
- LOOOOOOOOOOOOOOOBO!
Os carneiros batiam alto. O cachorro latiu. Os pastores vieram correndo. O povo da vila subiu esbaforido morro acima.
- Onde está ele? Onde está o lobo? - eles gritaram.
O menino sacudiu a cabeça.
- Ele deve ter se escondido quando ouviu vocês - disse.
O povo e os pastores se entreolharam e vários deles balançaram a cabeça. O menino foi abraçado e chamado de corajoso, mas ninguém ficou com ele. Logo ele estava novamente sozinho.
- Venha logo - ele chamou, zangado, seu cachorro. - Vamos arrebanhar os carneiros.
O menino cuidou dos carneiros durante mais três dias. Ele não tocou seu apito e quase não falou com seu cachorro.
- Carneiros são chatos - ele falou. - É tudo muito MONÓTONO.
O cachorro abanou o rabo, mas o menino nem notou.
- Vamos nos DIVERTIR -  ele falou, pondo-se de pé. - LOOOOOOOOOOBO! - ele gritou. - LOOOOOOOOOOOOBO!
Os carneiros nem se mexiam. O cachorro mlevantou-se lentamente, e alguns poucos pastores vieram correndo. Algumas pessoas da vila subiram o caminho, mas não pareceram surpresos quando o menino explicou que um lobo ENORME já havia desaparecido. Concordaram, abanando a cabeça e piscando uns para os outros, antes de retornarem às suas casa.
Naquela noite o céu estava carregado de nuvens escuras. O menino achou que estava na hora de levar seu rebanho para o outro lado do morro, quando de repente, o cachorro começou a rosnar. O menino olhou para ele, surpreso, e notou que seu pelo estava arrepiado.
- O que foi cachorro? - ele perguntou.
Os carneiros estavam irrequietos.
- BEEEEÉ! - eles baliam, ansiosamente. - BEEEEEÉ!
E aí o menino viu uma sombra cinzenta esqueirando-se, arrastando-se vagarosamente, chegando cada vez mais perto.
- LOOOOOOOOOOOOOOBO!  - ele berrou.
- LOOOOOOOOOOOOOOBO!
Não veio ninguém. O menino gritou novamente, e mais uma vez, e de novo. O cachorro rosnou uma última vez e depois, ganindo, fugiu com o rabo entre as pernas.
- LOOOOOOOOOOOOOOBO! - o menino gritou e berrou, mas, msmo assim, ninguém respondeu. Com um grito agudo, correu até a árvore mais próxima e subiu rapidamente.
O lobo deu um salto.
Na manhã seguinte, não havia sobrado nehum carneiro. Sóo menino, encarapitado na árvore. Quando os pastores vieram ver por que ele não fora juntar-se a eles na beira da fogueira na noite anterior,perceberam o que havia acontecido.
- Nunca mais vou gritar "lobo"! - soluçava o menino.
- É, não vai mesmo - disseram os pastores. E levaram-no de volta à vila,onde ele passou a dar de comer às galinhas, catar ovos e cortar lenha...e nunca mais teve tempo para brincar.

As fábulas ferinas de Esopo. Tradução: Gilda de Aquino. São Paulo: Brinque-Book, 1997.



FABULANDO

Nós, seres humanos, adoramos contar histórias uns para os outros há muitos e muitos anos. Contamos histórias de amor, histórias de terror, histórias de suspense, histórias fantásticas. Entre essas histórias que contamos estão também as fábulas, uma das narrativas mais antigas da humanidade.
A palavra fábula veio do verbo latino fabulare, que significa "conversar, narrar". Desde as suas origens, as fábulas foram transmitidas oralmente de pai para filho, de avó para neta, de amiga para amigo. São histórias que acontecem num tempo indefinido, bem distante de nós e que costumamos começar com expressões do tipo: " Em um belo dia de inverno..."; "Houve uma vez uma raposa...".
Talvez essas narrativas tradicionais orais tenham sido contadas numa roda,no final da tarde, enquanto homens e mulheres escutavam atentos e crianças brincavam. Talvez elas tenham sido contadas antes de as crianças dormirem, como ainda acontece hoje em dia. De qualquer modo, as fábulas existiram praticamente em todas as épocas e ainda hoje são contadas em muitas culturas.
Quase sempre curtas, essas histórias têm servido para ensinar o que é certo e errado, transmitir os valores éticos e morais das culturas e povos que as criaram. Elas servem de exemplo para todos os que escutam. Por isso, há sempre uma liçãozinha de moral escondida nelas, a tal da "moral da história". Às vezes, essa moral é explicitada ao final, como na famosa fábula da coruja e da águia: "Moral: quem ama o feio, bonito lhe parece". Outras vezes, a moral da fábula não está dita com todas as letras, mas, para o leitor esperto, é bem fácil descobri-la.
Ao longo dos anos, certas fábulas foram sofrendo algumas transformações. Ao serem narradas de geração em geração e, também, ao serem contadas a pessoas de diferentes regiões e de outras culturas, as fábulas foram lentamente se modificando. E até mesmo a moral da fábula pode sofrer alterações ap longo dos anos, dependendo de quem conta.

Clique aqui e saiba sobre a história das fábulas

Clique aqui e leia diversas fábulas 

REFERÊNCIAS

CAMPOS, João; NIGRO, Flávio; RODELLA, Gabriela. Português a Arte da Palavra. 6. ano. São Paulo: AJS, 2009, p. 56.

QUEM FOI ESOPO?

Na verdade, sabemos muito pouco da história de Esopo, que parece ter levado uma vida muito interessante no século VI antes de Cristo. Talvez ele tenha nascido na África, porque muitos dos animais que ele cita em suas fábulas são de origem africana. Dizem que ele era muito feio, deformado, e foi até escravo. Teria conseguido sua liberdade e viajou pelo mundo, conhecendo muitas culturas diferentes. Esopo, um criador de confusão, teria tido uma morte violenta: foi jogado de um penhasco pelos moradores enfurecidos da ilha de Delfos. Que vidinha fabulosa, não?!?


                          Grego Esopo

Clique aqui e conheça a história das fábulas

REFERÊNCIAS

CAMPOS, João; NIGRO, Flávio; RODELLA, Gabriela. Português a Arte da Palavra. 6. ano. São Paulo: AJS, 2009, p. 57.



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